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terça-feira, 10 de maio de 2016

A diferença entre agências e cemitérios


Eu já comentei algumas vezes aqui que trabalho em um banco varejista grande atualmente. Também já foi falado sobre a diversificação da minha carteira de FIIs. Ainda que primeiramente agências estivessem para ser incluídas na minha carteira eu tenho refletido mais sobre o assunto e ficado cada vez mais relutante.

No nosso banco sabemos que os maiores concorrentes ainda estão por vir, ascendendo velozmente a partir da tecnologia. Cada vez mais as pessoas passam a utilizar seus smartphones e pcs para realizar operações bancárias, que além de mais práticas são mais seguras. Afinal estamos no Brasil, país onde o índice de roubos e violência é altíssimo.

Por estes e outros motivos, como corte de custos, redução de processos trabalhistas ou até mesmo redução de erros humanos, eu fico me perguntando: Qual é o futuro das agências?

Shoppings e escritórios mudam facilmente suas lojas ou estruturas. Faculdades não serão substituídas pela internet tão cedo, ainda mais no caso do Insper (FCFL11B). Agora já no caso das agências, não vejo que modelo de negócio poderia substituir efetivamente as unidades de um BBPO11 ou SAAG11...

Alias, não vemos planos para expansão do número de agências, tampouco enxergamos a importância de tê-las em todos os cantos como antigamente. Há alguns anos atrás era fácil ouvir: banco X tem mais agencias, banco Y está melhor porque está em todo o lugar. Hoje é raro ouvir isso. As novas unidades que foram abertas em 2014 e 2015 foram em boa parte graças aos acordos fechados com o governo para movimentar a economia, principalmente quando o Joaquim Levy entrou no cargo da fazenda. Eu não vejo isso acontecendo tão cedo novamente.

Na outra ponta temos os cemitérios, que abrigam pessoas que já não estão ou deixarão de estar entre nós por prazo indeterminado. Isso faz dele um papel quase perpétuo! E este tipo de investimento é o que eu opto para incluir na minha carteira. Considero bem positivo o lançamento desse novo fundo e torço para que mais fundos como este entrem no mercado.

E vocês, o que acham a respeito do futuro das agências e dos FIIs?
Bons ganhos e um grande abraçoo!

5 comentários:

  1. Não vai acabar tão cedo isto é fato, mas com todo avanço nos serviços financeiros nos dias de hoje não será tão incomum as novas gerações irem somente para abrir ou fechar contas.
    Sobre universidade eu não sei, cada vez mais faculdade só serve como papel e network pois o ensino a distancia é mil vezes melhor e mais eficiente, até porque em muitos eu posso rever a materia dada e ainda fico com pé atras se este network da faculdade é tão bom assim.
    Jota

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  2. Não conhecia FIIs de cemitérios hahahaha que interessante.
    Me pergunto se uma reforma na legislação ambiental não proíba pessoas de enterrar defuntos, pois apodrece o solo, instituindo a cremação como alternativa obrigatória. Isso acabaria com o negócio, mas é improvável por no Brasil ainda termos liberdade religiosa e isto compreende enterrar corpos.
    Acho que os campus físicos não vão sumir nas próximas gerações por o mundo inteiro ter certo preconceito com cursos online; Alguns exigirem presença física (por enquanto); E que a maioria das pessoas precisa de uma autoridade na frente lhes mandando estudar.

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  3. Ola BI.

    Cuidado com FIIs de cemiterio, pra nao enterrar seu patrimonio (/piada ridicula).

    Levara anos para que agencias comecem a ser substituidas, isto sera uma questao para o "eu do futuro" analisar la pelo ano de 2025 por ai.

    Vi um fundo de cemiterio, Terra Santa, acho que ate mudou o nome estes dias.

    Por enquanto, vou ficar no "feijao com arroz" mesmo.

    Abraco

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  4. Estou acompanhando o TS mas ainda não me decidi

    Sobre as agências bem acredito que não devem deixar de existir em tão pouco tempo, talvez as faculdades acabem primeiro

    Povo brasileiro ainda é muito antiquado até hoje tem varias pessoas novas e idosas que pagam contas em banco talvez mais umas duas gerações isso acabe

    Uma vez entrei num banco na UE só tinha uma mesa na agência não tinha caixa nem mais nada era só uma "recepcionista" mas euro é outro planeta

    Sobre os problemas ambientais citados acima eu descarto completamente, uma coisa é os políticos dizerem que agora é proibido outra é o mercado conseguir aplicar. Uma câmara crematório custa muitos milhões para ser implantada, pra ter uma ideia, não vale a pena implantar uma em cidade com menos de 400 mil habitantes, quantas cidades temos assim no Brasil ?

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  5. BI,

    É tem toda razão .. pena que só fiquei sabendo hoje 21/11.. hahaha . abs..

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