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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Semana 3 e 4(Financial Markets) - Corporate Stocks and Real Estate


 Resumi as 3 semanas em um post, pois tratam de temas já amplamente discutidos aqui na blogosfera. A maioria são conceitos básicos, por isso irei apenas sintetiza-los aqui.

Corporate Stocks

Corpoation: significa Pessoa Artificial.
Historicamente as primeiras vendas de partes de corporações ocorreram na Roma Antiga, em um pequeno mercado de ações chamado de Publicani.

Nos E.U.A o patrimônio é chamado de Equity, o próprio nome tem uma conotação de igualdade. E ele é medido em cotas(shares). Cada Share equivale a um voto. Isso é extremamente democrático, pois todos aqueles que possuem shares, participam da eleição do Board of Directors(Conselho), que são as pessoas que realmente dão as diretrizes de uma empresa.
Os CEOs devem dar satisfação para eles e devem fazer votações para tomar as decisões mais importantes.

Obviamente, uma pessoa pode ter mais de uma cota. Por isso, como tudo no mundo, indivíduos tendem a ir acumulando e, consequentemente, passam a ter mais peso e influencia nas votações. O problema é quando estes indivíduos passam a votar em nome de seus próprios interesses e não em prol do futuro da organização.

Dividendos: são a distribuição dos lucros da empresa.

O preço de uma ação deve ser o valor presente dos dividendos futuros esperados. Assim, podemos concluir que o valor futuro de uma empresa está inteiramente nas dividendos.
NOTA: É por isso que eu dou valor aos FIIs. O preço deles no atual momento, é de fato, muito atraente.

Existem 2 tipos de ações de empresas.
Common(Ordinárias): São ações comuns, que dão direto a voto. São os verdadeiros donos da empresa, ninguém está acima deles na cadeia hierárquica.
Preferred(Preferenciais): É como um titulo do tesouro. Elas pagam os dividendos sempre e esperados, caso a empresa opte por parar de pagar, quando ela voltar a faze-lo, deve primeiro pagar os dividendos do período para aqueles que tem ações preferenciais. SEMPRE OS DETENTORES DESTE TIPO DE AÇÃO RECEBEM DIVIDENDOS PRIMEIRO.

Real Estate

É uma das mais importantes classes de ativos do mundo. Trata-se de qualquer imovel, no entanto falaremos aqui sobre Real Estate Investment Funds (REITs), no Brasil chamados de Fundos de Investimento Imobiliário(FIIs). Geralmente Real Estate são propriedades privadas (mas podem não ser, na China não são.).

Um dos benefícios de se investir em imóveis em fundos é o modo como eles são taxados. Infelizmente, tem circulado notícias por ai de uma mp que mudará a taxação. Isso é triste, pois em boa parte dos países, estes imóveis negociados em fundos de investimentos possuem esse beneficio, e tal mudança acarretará em uma fuga de capital. É um verdadeiro tiro no pé, Não acredito que o governo ganhe com isso, mas enfim.

Alguns fundos são só pra "Accredited Investors" que são pessoas bem ricas com pelo menos 1 milhão de dólares em receitas anuais. O número de investimentos assim vem diminuindo dramaticamente graças a recente democratização das finanças.  Isso é bom, e resulta em um mundo mais justo e igualitário. NÃO DE BENS, MAS DE OPORTUNIDADES.

As receitas provenientes dos alugueis ou vendas das propriedades são pagas aos cotistas do fundo diretamente. Eles recebem um valor proporcional ao percentual que possuem do fundo.
Existem duas classes envolvidas.
General Partners: São aqueles que administram o negócio. São as administradoras que cuidam dos FIIs.
Limited Partners: São investidores passivos. São os Cotistas.

Não quero me alongar muito, já tratamos sobre esse assunto por aqui antes, mas existe algo novo que percebi recentemente. Um dos riscos que eu não havia previsto são os incentivos artificiais do governo para acelerar e incentivar a indústria de imóveis.  É claro que da pra diversificar, mas isso pode causar um aumento indesejado da oferta e resultar uma queda brusca de resultados no longo prazo. Temos que ficar espertos com isso.



No próximo post vou falar sobre um dos ensinamentos que mais gostei, que é sobre mercados futuros. É uma história bem legal!

Grande Abraçoo

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Semana 2(Financial Markets) - Efficient Markets and Behavioral Finance

Continuando sobre apontamentos importantes que vi no curso, estou trazendo pra vocês no post de hoje um pequeno resumo sobre a semana 2 e 3!

Mercados Eficientes vs Finanças Comportamentais.:
boa parte de nós faz previsões boas, inteligentes, sensatas, baseando-se em fatos que deveriam gerar respostas como as que prevemos, no entanto, sabemos que o mercado joga diferentemente. Ele dita as regras, e poucas certezas, provam-se como certezas no final.
E isso traz questões, o mercado é eficiente? Quão eficiente ele é? Ele age como deveria?

O primeiro homem a reconhecer este tema foi Eugene Fama, ele foi basicamente o inventor do termo "efficient markets" que, em sua teoria, significa que o mercado financeiro é perfeito. Foi uma verdadeira revolução para o mundo das finanças, o interessante é que essa ideia surgiu em por volta de 1960, bem recente mesmo.
Aí, em por volta de 1980 surgiram economistas trabalhando a ideia de Finanças Comportamentais, foi como uma resposta a antiga escola, visto que acharam questões que não eram resolvidas pelas teorias dos mercados eficientes.

Mais tarde foram surgindo outras teorias e acrescentando a nossa visão sobre os mercados.


Teoria do Prospecto
É uma teoria bem complexa, mas basicamente, ela diz que tendemos a olhar mais para nossas perdas do que para nossos ganhos. Se você perder 10 reais na rua, lembrará mais do que se tivesse ganhado 20.
Diz também que nosso cérebro não é capaz de entender %, temos fortes dificultadas para lidar com elas e por isso arredondamos para facilitar o entendimento. Por exemplo, se a chance de bater um carro hoje for de 0.17% tendemos a entender como zero, por ser muito baixa. Ou tendemos a pensar que a chance existe, e ficaremos espertos para não bater, como se ela fosse ocorrer no dia. No entanto, não conseguimos compreender sua natureza de 0.17%. Essa ideia é chama de Weighting Function.

Teoria do Arrependimento
Ás vezes deixamos de fazer coisas, pois pensamos no arrependimento que sentiremos futuramente.
Podemos tomar muitas decisões ruins porque nos preocupamos muito com nos arrepender.
Essa é umas que mais vejo e percebo com frequência em mim. Direto me pego dando desculpas pra mim mesmo para não aportar mais dinheiro, ou até mesmo conhecer novas pessoas dar em cima de meninas que me atraem porque fico pensando como seria duro se fosse rejeitado e penso que me arrependeria depois de tomar tal decisão. Esse comportamento me custa muito caro. Tenho que aprender a lidar com ele agora enquanto sou novo, e tenho certeza que perderei muitas oportunidades boas de investimento pela frente.

Excesso de Confiança
As pessoas as vezes apresentam excesso de confiança, e acreditam ser mais capazes do que são, acreditam cozinhar melhor do que cozinham, jogar futebol melhor do que jogam, falar uma lingua melhor do que falam. E este comportamento reflete nos investidores também.

Dissonância Cognitiva
"É muito doloroso pensar que aquilo que acreditamos, está errado. Então as pessoas sofrem para admitir que seus velhos conceitos podem estar errados e constantemente tentam encontrar evidencias para sustentar suas crenças." A citação acima do professor Shiller apresenta perfeitamente a teoria de Leon Festinger. E sabemos que no mercado financeiro, admitir certezas é algo extremamente perigoso.

Contaminação Social
Essa tese trata parte do principio que vivemos em um meio social e, por isso, somos interdependentes de outras pessoas. Junta-se também com o Consciente Coletivo, explorado por Durkheim. "Vivemos em um ponto do tempo na história, em qua há alguns tipos de fatos, ideias e ideais que circulando." Não estamos imunes a isto, o tempo todo tomamos decisões baseadas nas ideias que circulam e nem sempre elas podem ser recionalmente inteligentes. Essa teoria é uma das que mais tem impacto no mercado financeiro.

Guest Speaker: David Swensen

Basicamente tem 3 coisas que VOCÊ pode fazer que afetam seus retornos.
  1. Asset Allocation
  2. Market Timing
  3. Security Selection

Asset Allocation: Definir onde os recursos serão alocados e quais tipos de ativos farão parte do Porfólio.
Market Timing: A blogosfera insiste em ignorar este fator, por ser realmente difícil, mas temos que encarar ele como um fato na construção patrimonial, por isso devemos dar importância ao timing. Se você sempre comprar em baixa, ao final da sua vida, quantos ativos a mais não teria no seu portfólio?
Security Selection: Aqui compões o risco-retorno das suas escolhas, basicamente, se você comprar indexados ao mercado, seu retorno será zero, pois você terá o retorno do mercado. Se você fizer escolhar mais seguras, pode ter um retorno menor, assim vai. Eu gosto da ideia que eles tem nos EUA de que o comparativo é o mercado, é legal enxergar isso, pois no Brasil, na maioria das vezes, vemos sempre a inflação como valor comparativo. Alguns blogueiros comparam ambos, acredito que estes são os mais certos.

No pânico, apenas duas coisas importam, risco e segurança.
Quantidade, intensidade e controle, perdem o valor consideravelmente.
Algumas pessoas dizem que diversificação não te protege da crise, então, porque diversificar?
Uma boa razão é o Japão.
Em 1989 Nikkei encontrava-se em 38.000 pts.
Em 2009 Nikkei encontrava-se em 10.500 pts. Em 20 anos, houve uma perda de 73%. Quem estava fortemente exposto acabou perdendo muito.
Lembrem-se a diversificação tem uma enorme importância no longo prazo.

nota do editor: Pessoal, termino por aqui meu post de hoje, que foi mais focado em um entendimento sobre reações que o mercado tem que são inesperadas e, saindo um pouco do tema, na palestra que assisti. Talvez não seja importante conhecer as teorias e o modo como elas se aplicam no mercado, mas eu acredito que NÓS somos o mercado, e por isso devemos passar a olhar para nossas reações e tentar entende-las, procurando nos desenvolver. Sobre a palestra, lembrem-se de apenas 3 coisas: Asset Allocation, Market Timing e Security Selection.

Grande abraçoo!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Semana 1(Financial Markets) - Basic Principles and Risk Management


Domingo fechei a quarta semana do curso que tenho feito, falei sobre ele aqui. Resolvi fazer esse post para compartilhar pontos que achei importante e percebi que algumas coisas mudaram muito na minha visão do início do curso pra cá. Dividirei esse post em 4 para facilitar a leitura e para que vocês possam digerir mais facilmente!

Semana 1: Princípios Básicos e Análise de Risco

Essa parte do curso foi moleza, porque quem ta acostumado a ler a blogosfera entende muito bem como funcionam os princípios básicos. O professor começa falando sobre Portfólio, leverage(alavancagem) e equity premium. Percebi que o Brasil é muito complicado para se investir logo na primeira aula.

Equity Premium trata-se de um conceito que mede a vantagem de se investir em um ativo de risco maior, frente a títulos do governo, cujo risco é soberano e, portanto, deveria ser mínimo. Logo, investimento em Ações/FIIs deveriam pagar MAIS, por oferecem um risco MAIOR, mas na prática, sabemos que não é isso que acontece. Obviamente existe a questão do preço dos ativos estarem relativamente baixos, mas ainda sim, o risco/retorno atual, acaba pendendo para o lado dos títulos.

Eu sempre tentei racionalizar um portfólio, e instintivamente acabei criando um portfólio baseado em SETORES, mas nunca pensei a fundo, nem pesquisei modelos de diversificação de portfólio. O primeiro modelo de diversificação é bem recente, ele só surgiu em 1952(!) e foi criado por Markowitz, chamado de Teoria Moderna do Portfólio. O portfólio dele tinha como base o RETORNO ESPERADO dos investimentos e o DESVIO PADRÃO do retorno. É bem curioso, pois eu mesmo nunca havia pensado nisso. "Quanto mais tipos de ativos você puder colocar na carteira, menor será o desvio padrão do seu retorno.Para qualquer retorno esperado, então mais seguro você estará, e isso é diversificação." Nesse modelo, a diversificação depende do seu gosto, da sua tolerância ao risco.

Depois disso, alguns alunos do Markowitz fizeram umas criticas ao seu modelo e acabaram criando o Capital Asset And Pricing Model(CAPM), que em suma fala que as pessoas não ligam pra variação e sim pra covariação. Se você tiver milhões de papéis e eles estiverem correlacionados com o mercado, então você não conseguirá se livrar dos riscos. Caso aconteça uma crise, você será fortemente atingido.

Tirei duas lições importantes dessa semana, a primeira é que devo SEMPRE perguntar antes tudo se a empresa está alavancada ou não, isto é, se ela se endividou para alcançar um crescimento. A segunda lição é que devo sim, diversificar meus investimentos, e por mais que eu ache que FIIs são incríveis e eu deva apostar forte neles, devo ponderar corretamente e colocar ao menos uma parte das reservas em instrumentos que oscilem diferentemente da oscilação de mercado dos FIIs.

Grande Abraçoo,